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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

NO TÚNEL DO TEMPO: ANO 1978, "O ROBOT".


(Para ler click na imagem)


UM ROBÔ NA PIRELLI

O ano era 1978, o Clube da Pirelli formara um grupo teatral, sob a direção de Hugo Kalil e os atores eram funcionários da empresa. A peça escolhida foi a do autor espanhol Fernando Arrabal - Pic- nic no Fronte, com a inclusão de um personagem inusitado, um Robô. Surgiu então um dilema. Quem construiria este Robô ?

Foi aí que tudo começou… fui procurado pela Dra Claudia Giordano, Presidente do Clube, para construir o Robô pois já havia colaborado em outras oportunidades na confecção de cartazes, faixas, etc. Este Robô seria uma espécie de armadura, que vestiria o ator de nome Adão, que na época trabalhava na sala de xerox.

Como se eu fosse um alfaiate, tirei todas as medidas do rapaz para que a armadura tivesse um caimento perfeito. Para confeccionar, usei chapas de alumínio, tubos de vácuo, espumas, acrílicos e componentes eletrônicos. Dentro da armadura adaptei um microfone para captar a voz do ator e pasmem, uma imensa fiação que vinha encaixada na tomada, afim de facilitar a sua locomoção no palco. Quando o ator falava, acediam luzes intermitentes nos botões coloridos que enfeitavam o peito do robô. O único inconveniente era que a roupa, por ser feita de alumínio, se tornou quente.

Chega o grande dia… o teatro escolhido na ocasião foi o Conchita de Moraes em Santo André. Como somente os atores sabiam da inclusão do Robô na peça, isso causou grande espanto nas crianças, que observaram atentamente a todos os movimentos do robô.
Assisti a tudo timidamente em uma das últimas poltronas do teatro, pois não queria ser reconhecido. Mas foi inevitável, ao término da peça alguns dedos apontaram pra mim…
- Olha lá o rapaz que construiu o robô !!!!
Formou-se uma imensa fila para me cumprimentar, tiraram fotos e a peça foi matéria de página inteira na revista “Notícias Pirelli”.
Autor: José Carlos Gueta



O ROBOT
.
No ano de 1978 à pedido da empresa
Confeccionei um Robot para uma peça teatral
Naquele tempo era algo inusitado com certeza
Para as crianças aquele momento foi magistral
.
Para mim foi um dia de muita emoção
Tanto trabalho mas valeu a pena
O Robot foi a principal atração
Posso dizer que ele roubou a cena
.
Quem construiu? Todos queriam saber.
E outra forte emoção pude experimentar
Não deu tempo para eu me esconder
Fizeram até fila para me cumprimentar


JOSÉ CARLOS GUETA - O POETA DO ABC

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

PLATAFORMAS PERIGOSAS


Esquema de um poço de petróleo com bomba instalada.

 
Em 1947 começa a primeira extração de petróleo no mar 
Um trabalho que exige coragem de quem o executa 
Manobristas manuseiam tanques que podem esmagar 
Nas plataformas contra todo risco o trabalhador luta 

CANTARÉU é o poço petroleiro maior do nosso planeta 
A grua leva o tanque com mais de setenta toneladas 
Trabalho árduo que somente homem de coragem aceita 
Convivendo com os riscos se houver ações impensadas 

O mergulhador trabalhando sempre em águas turvas 
Encaixando flanges, enfrentando grandes turbulências. 
Sacrificando suas vidas aumentando o número de viúvas 
Garantir a segurança desses homens são as exigências 

A sociedade moderna precisa desses homens valentes 
Garantem a matéria-prima para fabricar diversos produtos 
Os perigos constantes não saem das suas mentes 
Deus guarde esses homens em seus trabalhos duros


JOSÉ CARLOS GUETA - O POETA DO ABC

SONDAS ESPACIAIS




S ão instrumentos robóticos
O bservadoras do espaço
N elas viajam aparelhos ópticos
D esvendando com olhos de aço
A tingindo distâncias enormes
S obrevoando lugares sem nomes

E las buscam vida extraterrena.
S ão direcionadas por cientistas
P roduzem fotos das cenas
qui da terra podem ser vistas
C om suas informações importantes
nveste-se em novas tecnologias
A tingindo galáxias distantes
I ntencionadas novas moradias
e a terra elas forem semelhantes



JOSÉ CARLOS GUETA - O POETA DO ABC

SEBRAE-SP deseja a todos:

TORNEIRO: UM ARTISTA

                                        Formei-me Torneiro Mecânico na escola Senai de Santo André (1968-1971)


TORNEIRO, UM ARTISTA

O trabalho do torneiro não aparece
Apesar de ele ser muito requisitado
Mas ele tem o valor que merece
E também participa do resultado

É um serviço quase artesanal
O torneiro é mesmo um artista
Sai um trabalho bonito e original
Das mãos deste especialista

A arte e a tecnologia
Trabalham de mãos dadas
Ser torneiro é uma magia
Para pessoas selecionadas

Mesmos que os tempos modernos
Em desprezá-los ainda insistem
Eu quero que sejam eternos
Os torneiros que ainda existem


JOSÉ CARLOS GUETA - O POETA DO ABC

O POETA DO ABC